A maior fabricante de salgadinhos do Japão encontrou uma solução criativa para economizar materiais derivados de petróleo: vai trocar suas embalagens coloridas por preto e branco.
Em uma medida que chama atenção, a Calbee anunciou nesta terça-feira (12) que usará temporariamente apenas duas cores de tinta em 14 de seus produtos, incluindo suas batatas fritas, os salgadinhos Ebisen e o cereal matinal Frugra. Os produtos com a embalagem revisada chegarão às prateleiras das lojas a partir de 25 de maio, informou a empresa.
A Calbee, que detÃna a maior fatia do mercado domÃstico de salgadinhos, disse que a iniciativa visa manter remessas em resposta à oferta instável que afeta "certas matÃrias-primas" devido à guerra dos EUA e Israel contra o Irã.
Empresas japonesas têm buscado recentemente minimizar o impacto do aumento de custos e da escassez de matÃrias-primas, mesmo enquanto o governo tenta tranquilizar o público e as empresas sobre o abastecimento. A tinta de impressão requer nafta, um derivado de petróleo para o qual o Japão depende de importações do Oriente MÃdio para cerca de 40% de seu consumo.
As batatas fritas em formato chips da Calbee são instantaneamente reconhecidas por seus designs multicoloridos com imagens dos produtos em fundos que podem ser laranja e amarelo.
Já o Ebisen tem uma icônica embalagem vermelha com a figura de um camarão ao lado. O Ebisen chega ao Brasil via importação, enquanto o Ebicen, que ficou famoso no paÃs nos anos 80, ê produzido pela Glicko Alimentos e não tem relação com o produto da Calbee.
A notÃcia da decisão da empresa de 77 anos virou manchete em todo o Japão. Ela veio após um breve pânico em março entre fãs de outra marca de salgadinhos que parou temporariamente de produzir um produto popular, citando dificuldades em obter o óleo combustÃvel pesado necessário para operar sua fábrica.
Questionado sobre a decisão da Calbee, um porta-voz do governo disse que o refino domÃstico de nafta continua com o uso de petróleo bruto estocado, enquanto as importações de fora do Oriente MÃdio triplicaram em maio em comparação com os nÃveis anteriores ao inÃcio da guerra com o Irã no final de fevereiro.
7;0 "Não recebemos nenhum relato de interrupção imediata no fornecimento de tinta de impressão ou nafta e reconhecemos que o Japão como um todo garantiu as quantidades necessárias", disse o vice-secretário-chefe do Gabinete, Kei Sato.
7;0 "Os ministÃrios relevantes estão trabalhando juntos e se esforçando para manter comunicação próxima com as empresas afetadas para compreender a situação", disse ele, acrescentando que uma audiência de apuração de fatos ocorreria na terça-feira.
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
A Calbee disse que representantes da empresa visitaram o MinistÃrio da Agricultura na terça-feira para uma reunião informal, mas não tinha detalhes a compartilhar.
Cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo foi interrompido pelo fechamento virtual do estreito de Hormuz desde o inÃcio da guerra com o Irã, desencadeando uma crise energética global.
Tópicos relacionados
- alimentação
- Ãsia
- economia
- empresas
- Estados Unidos
- estreito de Hormuz
- Guerra no Irã
- Guerra no Oriente MÃdio
- Irã
- Israel
- Japão
- Oriente MÃdio
- saúde
sua assinatura pode valer ainda mais
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha?
Alà Copyright Folha
Alà Copyright Folha
Alà Copyright Folha
Alà Copyright Folha
Alà Copyright Folha
Fonte: Folha de S.Paulo • Categoria: Economia
Publicado em 12/05/2026 às 11:29