No fim do ato, que durou pouco tempo, os militantes foram abordados por policiais militares do Distrito Federal, que estavam em três carros, e levados para a sede da Polícia Federal, sob acusação de infringir a Lei de Segurança Nacional (LSN). Foram presos Rodrigo Grassi, conhecido como Rodrigo Pilha, Guilherme Perez, Vitor Vec, Emanuel Mendes e Artur Castelo.
Os presos estão acompanhados pelos deputados Alencar Santana (PT-SP) e Natáia Bonavides (PT-RN), que são advogados. "A prisão foi um absurdo", declarou Santana à coluna. "A Polícia Militar está fazendo papel de força auxiliar do autoritarismo. Eles devem ser liberados em breve".
O caso se parece com o episódio em que Felipe Neto foi intimado pela Polícia Civil do Rio, após denúncia do filho do presidente e vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos), inconformado com o fato de o influenciador digital ter chamado seu pai de genocida. A juíza suspendeu a investigação e destacou que atribuição de crimes contra a Lei de Segurança Nacional é da PF.
Promulgada em dezembro de 1983, durante o governo do último presidente da Ditadura Militar, general João Figueiredo, a LSN define os crimes contra a segurança nacional e a ordem política e social ainda de acordo com os parâmetros do período de exceção.
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